20 Novembro 2009

Old Habits Die Hard


De regresso às origens, tudo de bom. Boa música, com vozes femininas, bonitas, pois claro [siga-se as ligações, para comprovar].



The Amps - Dedicated.

Cat Power - Rockets.

Cranes - Jewel.

Electrelane - On Parade.

PJ Harvey - Dry.

Yeah, Yeah, Yeahs - Y Control.

18 Novembro 2009

Os netos nem vão acreditar!

O Edinho vai ao Mundial.

17 Novembro 2009

A Super Bomba



É espectacular! Segundo a reportagem do telejornal da RTP-Açores, da autoria de Teresa Nóbrega, a bomba de gasolina situada nas fumarolas das Furnas é a única no mundo implatada em terras quentes.

Toda a reportagem sobre a inauguração da bomba foi muito bem conseguida. Desde logo o destaque dado ao facto deste ser o primeiro acto oficial do novo edil da Povoação. Depois, a reportagem destacou a piscadela de olho de Carlos Ávila aos coitados dos empresários que já esperavam há dez anos pelo aval positivo da Câmara. Teresa Nóbrega disse também que Ávila terá afirmado que a nova bomba está muito bem inserida, em termos ambientais, no cenário circundante (deve ser porque está pintada de vermelho, côr do fogo). Também importante o facto de todas as entidades governativas que deram parecer positivo à construção da bomba.

Mas a grande tirada, que me perdoem as outras enormidades todas, é o facto desta bomba ter ido em frente, segundo o Presidente da Câmara da Povoação, devido à sua teimosia contra o "determinismo científico". Uma vitória da sabedoria popular sobre o saber científico. Convenhamos, qualquer pessoa sabe que não vai ser umas fumarolazinhas que vão por em risco uma bomba de gasolina. Mania que sabem mais que os outros, esses cientistas! Já farta, até.

Agora a sério, muita atenção a toda a peça de Teresa Nóbrega. Está lá tudo!. Parabéns a uma das jornalistas de verdade nos Açores.

15 Novembro 2009

Onde Falha Carlos Queiróz

O José Gonçalves disse-o e assino por baixo: Queiróz não serve para seleccionador nacional. Mas porquê? Onde falha Queiróz?

Antes de mais, vamos aos aspectos tácticos. Queiróz tem uma abordagem defensiva ao jogo, que deriva da ausência de confiança nas suas próprias capacidades e nas dos jogadores. Daí que dê preferência a não sofrer golos. Marcar, fica sempre para depois, na sua maneira de entender o futebol.

Na verdade, perdemos muita qualidade nos últimos anos na Selecção. Os onze que entraram em campo no Sábado contra a Bósnia estão muito distantes, em termos de qualidade, dos onze que, por exemplo, jogaram o Euro 2004, o Mundial 2006 e o Euro 2008. Porém, será indiscutível para a generalidade dos adeptos de futebol de todo o mundo, que Portugal é muitíssimo mais forte que a Bósnia.

Queiróz monta a equipa [quase] sempre tendo por base o já muito batido 4*3*3*. Usa laterais ofensivos, um médio defensivo mais fixo e dois mais móveis. Na frente, joga sempre com apenas um avançado de área e com dois alas. Mas a questão não reside tanto no desenho táctico, mas sim nos intérpretes que Queiroz escolhe, num em particular. Pepe. Não está, como é evidente, em causa a qualidade de Pepe, enquanto defesa central. Aliás, nessa posição Pepe está, sem sobre de dúvidas, entre os melhores 5 do mundo. Não, o problema está em jogar com Pepe como médio [trinco].

Vemos todas as semanas um jogador que ocupa exemplarmente aquela posição, Javi Garcia no Benfica. E já vimos, durante anos, Costinha fazer o mesmo pelo Porto e pela Selecção. Por isso sabemos bem que aquela posição exige um jogador com escola e experiência. Não basta por um central que até é bonzinho tecnicamente. Não, aquela posição exige inteligência, que permita ler o jogo em antecipação. O jogador que ocupa aquele espaço não dá mais que dois toques na bola, mas mesmo assim é capaz de ditar os ritmos ofensivos e defensivos da sua equipa. É um jogador que dá sempre uma linha de passe aos colegas. Como normalmente se diz, esse jogador é um pêndulo do conjunto, não dá nas vistas, mas a sua presença é imprescindível. Pepe não tem, definitivamente, as qualidades para jogar naquela posição e todo o conjunto sofre fatalmente com isso.

Queiróz joga com Pepe naquela posição porque é a única forma de meter na equipa três excelentes centrais. O que é um péssimo princípio para montar uma equipa. Mas é também uma garantia inconsciente [quero crer] para Queiroz, pois jogar com Pepe é jogar com mais um defesa, é mais uma garantia de não sofrer golos. Aliás, quando não teve os três disponíveis [nos últimos jogos da fase de grupos], viu-se obrigado a colocar na equipa Pedro Mendes. As diferenças foram abissais, como sabemos.

Depois temos outras questões, como o guarda-redes. Este Eduardo tem a escola toda dos guarda-redes portugueses: bom entre os postes, desastroso em saídas a cruzamentos. O jogar com um ou dois avançados. O porquê de Tiago não ser aposta. Duda. No entanto, parece-me que estas são questões secundárias, quando comparadas com o cerne da questão.

Um Seleccionador nacional é, acima de tudo, um gestor de recursos humanos. Tem pouco de treinador, pois não trabalha diariamente com os jogadores. O que um Seleccionador tem a fazer é garantir que os jogadores entrem em campo com total confiança nas suas capacidades e para vencer. E neste sentido a comparação com Scolari é obrigatória. Tacticamente, Scolari sempre foi fraco, aliás Portugal perdeu a Final de 2004 por sua culpa, devido a uma péssima decisão técnica que, curiosamente, envolveu Pauleta e Ronaldo. Mas o brasileiro tinha essa inata capacidade de garantir que cada jogador desse o seu máximo a favor dum conjunto que tinha sempre um único objectivo: ganhar, nem que fosse por meio a zero. Queiroz tem um único objectivo: não perder. Faz toda a diferença.

A Selecção de Portugal é de longe melhor que a da Bósnia. Só por isso, acredito que estaremos na África do Sul.

NULIDADE!


Aconteça o que acontecer, na próxima quarta-feira, o "Professor" devia ser o primeiro a reconhecer que é incapaz de liderar.

Não tem perfil, não tem carisma, não tem uma ideia de como isso se fará.

No jogo, demonstra aquilo que ele disse que Nuno Gomes não possuia. Relembrando, quando o senhor Queiroz disse que " Nuno Gomes não casa com a Selecção e a Selecção não casa com Nuno Gomes", obviamente, estava a fazer um auto-retrato, coisa que os três ou quatro estarolas que o ouviam embevecidos não perceberam.

Da minha parte, já há muito tempo que disse que o homem era um erro de casting na Selecção. Hoje, acrescento que é um erro de casting no futebol profissional.

Talvez, repito, talvez, tenha algum jeito para dirigir escolinhas. Pelo menos, sempre colheria algum respeito naquela faixa etária, por ser iniciática, uma vez que tenho dúvidas, pela postura da equipa que treina ao longo do jogo, que um profissional de futebol o entenda e, consequentemente, que o veja como um factor de motivação.

13 Novembro 2009

RTP-A, SATA, futebóis e açorianidade

O que um jogo de futebol pode revelar!

É recorrente na Região invocar-se a açorianidade por tudo e por nada, mas, sobretudo, menos para defender a própria e mais para a defesa de interesses próprios, pretextando aquela.

Já aqui várias vezes escrevi sobre a SATA, duma forma, provavelmente, agreste e com algum exagero, sobretudo com o fim último de todos nós (Governo incluído) percebermos que a mesma é essencial para a sobrevivência e afirmação da Região e da dita "açorianidade", não discutindo, de momento, se a mesma existe e o respectivo conceito.

Na mesma linha, a RTP-Açores é (ou deve ser) um veículo de ligação regional e da Região com os seus naturais espalhados pelo Mundo fora.

Vale dizer, resumidamente, que se existem instituições que sejam comuns a toda a Região e cuja existência é factor de concórdia entre todos são a SATA e a RTP-A, independentemente do que cada um de nós pense sobre o respectivo funcionamento.

Não deixa, por isso, de ser estranho que, num dia em que se vai homenagear um açoriano que fez mais pelos Açores do que qualquer política de turismo gizada a nível governamental, criando-se, para o efeito, um torneio de futebol com o seu nome (que se espera não seja efémero), e trazendo-se a Ponta Delgada o maior clube português, para tal homenagem (o que se louva, pois para um Grande outro GRANDE), não deixa de ser estranho, no mínimo e repito, que a Associação de Futebol de Ponta Delgada e a empresa organizadora do torneio tenham escolhido a SIC como televisão onde o jogo de homenagem será transmitido.

Desconheço se houve qualquer negociação com a RTP-A, desconheço quais os valores monetários em causa, mas não posso deixar de lembrar que o mais importante é homenagear um Açoriano e não posso deixar de lembrar aos responsáveis pela dita Associação, cujos associados são financiados, para sobreviverem, por todos nós, os contribuintes, sob pena de encerrarem portas, que teria sido interessante negociar a transmissão do jogo com a RTP-A (afinal é esta que presta o serviço público e é esta que, domingo após domingo, transmite o desporto regional, com os custos daí inerentes, e não a dita SIC), sendo esta, posteriormente, a fazê-lo para todo o território nacional e, ideia não dispicienda, para as várias comunidades de açorianos espalhados por todo o mundo, através da RTP Internacional.

Isto sim, seria de açoriano e, sobretudo, praticaria a Diáspora, conceito tão invocado quando os interesses são outros.

Da minha parte, sócio do Benfica, com lugar cativo no Estádio da Luz, irei ver o jogo... sentado no sofá de minha casa, em nome dos Açores.

Post-Sriptum - Com a devida reserva, por não ter a certeza, tudo isto agrava-se pelo simples facto de o canal de televisão SIC não chegar a todos os lares da Região, aos quais apenas chega mesmo a RTP-Açores.

09 Novembro 2009

Cortar a Meta Sem Atingir o Objectivo

Já me manifestei aqui nesta “máquina” desfavorável ao aumento da escolaridade mínima obrigatória - que será alargada até ao 12º ano para todos os alunos que este ano se matricularam no 7º ano -, pois não creio que as escolas estejam preparadas para este novo desafio, nem tão-pouco uma grande franja de alunos ambiciona este novo patamar de escolaridade. Prefiro uma escola com exigência no ensino e capaz de fomentar o respeito pelos valores e normas que norteiam uma sociedade justa e igualitária, do que um ensino baseado no facilitismo e na progressão automática (dos alunos, neste caso) até ao novo patamar mínimo definido pela Lei.

Se para se atingir o 9º ano de escolaridade já se formularam um cem número de reformas facilitadoras, estou certo que estas reformas se estenderão, agora, até ao 12º ano.

Assim, surge um novo problema, que é deixar de haver um ensino secundário - pois passa todo a ser ensino básico -, e tal facto faz com que deixe de existir um patamar preparatório e com maior grau de exigência para aqueles que, eventualmente, queiram seguir a via do ensino superior.

Se a este facto juntarmos as medidas legislativas que abriram as portas do ensino superior a maiores de 23 anos, ainda que sem o 12º anos completo, e mediante uma ligeira prova de selecção, então poderei afirmar que as universidades do nosso país estão em risco. Sim, em risco! Um novo risco, a somar ao erro que foi a transposição do Processo de Bolonha para as Universidades portuguesas, possibilitando que meros 3 anos de frequência (com aproveitamento) de um curso numa Universidade, sejam suficientes para garantir uma licenciatura. Serão suficientes para garantir um emprego qualificado? Não creio.

É claro que esta Declaração (de Bolonha), assinada em 1999 pelos países que então constituíam a União Europeia, até deu jeito a quem tutelava o ensino superior em Portugal, pois foi mais um passo pós estabelecimento de propinas no ensino superior, na medida em que abriu caminho ao pagamento dos últimos dois anos do curso, a que passaram a chamar de mestrado. Ou seja, quem quiser tirar um curso a sério, paga propinas durante os primeiros três anos, e nos últimos dois já terás de desembolsar uns quantos milhares de euros para terminá-lo, levando como bónus o título de Mestre. Foi este o caminho encontrado para que as Universidades passassem a "viáveis economicamente", como se fosse esse o seu desígnio.

As medidas que têm sido tomadas no ensino em geral, visam meramente questões estatísticas e de poupança de dinheiros públicos. Isso, numa área crucial para qualquer sociedade que ambicione o desenvolvimento e crescimento, tanto a nível económico como do seu capital humano.

Por vezes, os discurso dos políticos para justificar enormes gastos em grandes obras no presente, vão no sentido de alertar para a importância futura destes investimentos, mas no que toca à educação, preferem poupar hoje, hipotecando o futuro dos nossos jovens e, claro, do país onde estes vão crescer e trabalhar.

Um país não passa a ser viável, a ter uma melhor qualidade de vida, um PIB superior e uma menor dívida externa, somente porque tem um maior número de licenciados, mestres ou doutores Veja-se Cuba, ou qualquer país com passado comunista!. Um país; o nosso país, necessita de ter boas bases, antes de se aventurar numa demanda despropositada de competir a nível estatístico com outros parceiros europeus. De que vale ter certas estatísticas a ombrear com estes, se noutros campos ficamos a milhas de distância?

Não basta querer, é preciso ser capaz de pôr em prática os desejos. Eu prefiro um ensino que capacite as crianças e jovens de hoje para os desafios do futuro, em lugar de os empurra no imediato para os desafios do presente.

Pergunto eu: onde estão os empregos para todos os mestres e licenciados que saem todos os anos das nossas universidades? Qual a adequação das Universidades às necessidades do presente?

Penso que está na hora - já vai tarde, mas…- do Ministério que tutela o ensino superior, iniciar uma prática que imponha limites ao número de vagas em certos cursos cujo mercado de trabalho se encontra saturado, ao mesmo tempo que, com base em estudos e análises das necessidades de emprego em determinadas áreas, premeie as universidades que abram cursos que vão de encontro a essas necessidades e exigências laborais do presente e do futuro.

Se o caminho não for este, se as Universidades - por via dos escassos apoios económicos do Estado - só estiverem preocupadas com a sua viabilidade económica, teremos gente com formação superior a trabalhar em actividades cujo 9º ano seria suficiente, ao mesmo tempo que sentiremos falta de bons profissionais em áreas mais especializadas. E, mesmo aqueles que obtiverem o canudo, terão menos competências dos que as desejadas.

Que não se “vendam” sonhos impossíveis de concretizar. A utopia não passa disso mesmo...

08 Novembro 2009

Clube de Jornalistas ??!

Não é necessário ver a o programa todo. Aliás, duvido que, atentos os convidados, dali alguém tenha extraído qualquer conclusão válida sobre o que é, para que serve e qual deve ser o futuro do serviço público de rádio e televisão, sem ser o fim último de veículo de propaganda governamental e do partido que apoia o Governo (de qualquer Governo, diga-se).

Surreal e, simultaneamente, confirmador dessa ideia, é o facto de um director da RTP ter imposto a sua presença, alegando razões que ultrapassam e limitam os critérios estritamente jornalísticos pelos quais o referido programa se deveria pautar.

O apresentador ainda invocou, inicialmente, para captar a respectiva atenção, o interesse dos que pagam tal serviço, mas esqueceu-se de convidar qualquer pagante que pudesse dizer da sua justiça.
Seria, seguramente, mais interessante do que o três-em-um da inclinação opinativa, dispensando-se, pelo menos, o impositivo senhor Wemans, para credibilidade do programa e de tal serviço.

Se alguém duvidar da instrumentalização, ouça o senhor Arons de Carvalho, que exerceu funções de tutela política na área, a partir do minuto 21.

Quem tiver paciência poderá ver aqui todo o programa. Da minha parte, aconselho os primeiros 3:30 minutos, para sentirmos a liberdade democrática que grassa no quarto poder, em Portugal.

07 Novembro 2009

Crucifixo e lapidação

Portugal é um país onde a separação entre o Estado e Igreja (leia-se, Cristianismo) é óbvia.
E tal nem poderia deixar de ser, por estarmos perante a religião mais permissiva da actualidade.
O Cristianismo, sobretudo no seu lado católico, não se intromete na total liberdade daqueles que foram iniciados na sua fé e que a abandonaram ou a criticam ou a comediam até à exaustão. Em tudo isso, o catolicismo permanece pacífico.
Daí que, virem uns quantos corajosos cobardes zurzirem a Igreja Católica, como sendo a encarnação de todos os malefícios, por um dos seus símbolos religiosos estar nas paredes das escolas, não lembrava nem ao Caim da democracia, quando se dedicava, em nome da sua religião, a sanear jornalistas no Diário de Notícias, pelo crime lesa-PREC de serem e pensarem diferentemente dele.

Aliás, um homem que, além do que desgraçou nos idos dos amanhãs que cantam, e ainda diz que "Sou comunista e por isso sou tratado como inimigo da democracia. Pelo contrário, eu quero é salvar a democracia e para isso é preciso criticar esse simulacro de democracia em que vivemos", merece crédito zero, pela cega contradição, pela sobranceria e, sobretudo, porque é mesmo inimigo da democracia.

Aqui pode ler-se uma irónica (e real) descrição do bravo seguidor soviético.

A invocação do camarada e, já agora por arrastamento dos restantes camaradas anti-crucifixo, vem a propósito de ele (e os outros) nunca falarem (julgo que nem se atreverão, sequer, a sonhar, quanto mais o resto) de outras religiões que se dedicam a pregar a paz no mundo.
Por exemplo, seria interessante ouvir o que os outros e o seguidor da religião que provocou mais de 100 milhões de mortos têm a dizer sobre esta bárbarie. E já agora, (isso, sim, seria de homem!), a escrever um livro ou a emitirem uma singela opinião sobre os Cains que nela participaram.
Ah..., para isso é preciso ter coragem.
Pois, já tinha percebido.
Era só para confirmar.

06 Novembro 2009

The Man With Two Faces

05 Novembro 2009

Dedicado à Maninha e à Menina da Rádio


Eu gosto da Menina da Rádio. Eu gosto da Maninha. Gosto do que escrevem. E agora que já as conheço, gosto, no caso da primeira do que faz e, no caso da segunda, do que é.

As duas não alinham muito nas decorações que costumo por nos meus posts de música. Por isso, hoje e pela segunda vez, dedico-lhes um post com foto.

Da primeira vez, escolhi o melhor Bond, desta vez escolho Steve McQueen. E novamente afirmo que não me é fácil fazer estas escolhas, prefiro mil vezes escolher entre a Scarlett, a Letitia ou a Mónica. Mas pelas minhas duas colegas de blogosfera, de facebook e de Hi5, faço este monumental esforço.

A escolha, desta vez, é Steve McQueen. Para mim, está no patamar mais alto das estrelas de Hollywood. Desde que vi Bullitt e a famosa cena de perseguição pelas ruas de San Francisco com McQueen a conduzir, ele próprio, aquele Mustang verde azeitona e o mau da fita a conduzir o brutal Dodge Charger, que fiquei fã incondicional de McQueen.

Além disto, também lhes dedico a nova playlist. Radiohead – Karma Police; Pixies –Where is my mind?; The Cure – Boys Dont Cry; Lou Reed – Sattelite of Love; The Doors – People are Strange.

Portanto, minhas colegas de aventuras virtuais, espero que aproveitem. Irá demorar um quanto até isto se repetir.

03 Novembro 2009

Ensinamentos para vida de autarca.

O Papio alertou para a gravidade deste artigo e realçou esta frase, que vai ficar para a História, de José Contente “"Em política não vale a pena fazer 100 e anunciar 20. Vale a pena fazer 100 e anunciar 120". Pior, é que, segundo o próprio Contente, este foi um ensinamento que recebeu enquanto jovem e pelo qual tem vindo a pautar a sua actuação política. [Pois, nota-se.] Justificou esta máxima de sabedoria porque a população deve estar informada daquilo que se faz. E daquilo que não se faz, já agora.

Mas há outra pérola digna de registo neste artigo. Ora, Contente ensinava os autarcas agora eleitos sobre esta dura vida que é a política, qual Pai Mei, e avisou que nem tudo serão rosas (perdoem a ironia fácil) e que encontrarão dificuldades, mas deixou uma luz de esperança para os aprendizes. Disse Contente que quando os petizes estiverem cabisbaixos e desanimados com a difícil vida de autarca, podem sempre “escrever ao Presidente do Governo Regional” e tudo ficará mais fácil. É quase como escrever ao Pai Natal, mas de verdade.

Resta dizer que estas inspiradas palavras de Contente foram proferidas num encontro da secção de Ponta Delgada do PS e foram dirigidas aos autarcas eleitos pelo PS, pois claro. Só eles podem escrever ao Presidente de todos açorianos. Os outros, escrevam ao Pai Natal.

Normalíssimo...

Questão sobre o Sectarismo.

E se Artur Lima, ou outro candidato de outro Partido, tivesse sido eleito Presidente de Câmara? Seriam feitos 3 jantares?

A minha intuição diz-me que não. Seriam feitos os mesmos dois jantares. Para os do PS e para os outros.

O sectarismo não tem cura.

02 Novembro 2009

O Laurentino tem programa!

Afinal, parece que me enganei. Segundo o que se lê aqui, parece que existe uma estratégia para o desporto nacional.

Da minha parte, gosto muito do título jornalístico"Manter a estratégia dos últimos anos" e, cereja, daquela passagem programática, e cito, "a luta contra as práticas irregulares na competição, a protecção da saúde dos praticantes, a luta contra a dopagem e a garantia de transparência e verdade na gestão desportiva".

Tanta convicção revigora e devolve a fé a qualquer Saramago mais empedernido!

Afinal, hossana nas alturas, vai haver ágape! Não sei quando, mas, com tanto e tão arrojado empenho, vai de certeza!

Pessoalmente, até já me esqueci do achincalhamento à verdade desportiva de sábado, pois sei que, com o Laurentino no activo, nada vai passar no crivo.

E, na passagem de um parágrafo para o outro, a minha fé é agora tão inquebrantável que já me esqueci de me lembrar de que, durante estes anos, o Apito Dourado nada lhe disse e o grande António do Laboratório do Dr. Horta lhe disse tudo.

Já que recuperei a fé, e ele até se propõe fazer, sugiro-lhe, para recuperar o império, começar por exigir a reposição da verdade desportiva e factual neste inqualificável possidonismo jurídico.

Dar-me-à Deus e dar-me-à César, assim o ajudem o engenho e a arte que eu cantando espalharei por toda a parte!

31 Outubro 2009

É excessivo!

Jorge Miranda, afamado constitucionalista da nossa praça, afirmou, no Colóquio “das Autonomias à Autonomia e à Independência - o Atlântico Político entre os séculos XV e XXI" que seria excessivo admitir um quinto mandato de Carlos César como Presidente do Governo Regional dos Açores. Miranda disse-o tendo em conta o espírito da Lei e revisão constitucional de 1997.

Mas, os açorianos não são constitucionalistas e não olham para esta questão tendo em conta o espírito da Lei, nem, muito menos, à luz de qualquer revisão constitucional, não, para os açorianos é claramente excessivo tanto tempo no poder, porque depois reflecte-se em atitudes com tendências ditatoriais. Ultimamente, então, temos tido exemplos flagrantes desse exercício de poder excessivamente concentrado na pessoa do Presidente. Dir-me-ão que sempre foi assim, nos últimos anos, que na realidade sempre vivemos, nos Açores, num modelo presidencialista. E eu concordo, mas acho que no passado havia o decoro de tentar camuflar, de alguma forma, essa variação desonesta do processo de decisão política do Governo dos Açores. Hoje, como se constata, não é assim, é tudo feito às claras, com a maior das normalidades.

Analisando apenas as útlimas semanas, ficanm dois exemplos. Primeiro a alteração do Sistema Regional de Saúde, com o objectivo único de sanear Mário Freitas, devido ao seu excessivo “estrelato televisivo”. E depois o anúncio público de nomear o próximo Presidente da AMRAA, numa demonstração, sem precedentes, de desrespeito pelo poder Local, pois, no papel, essa é uma escolha dos próprios. Enfim E ainda se acusa outros de “falta de formação democrática”…

Ainda que usado num contexto legalista, o adjectivo que Jorge Miranda escolheu não podia ter sido mais acertado. De facto, é tempo excessivo no poder. As consequências estão à vista e a tendência é para piorar. Os que não alinham, os que estão em desacordo e, pior de tudo, os que têm a audácia de o expressar são considerados personas non gratas e têm o tratamento adequado.

Em noite de Halloween, é caso para dizer “tenham medo, tenham muito medo”.

Ágape?! Querias!

Como era de prever não houve ágape.
O coitado do Luisão bem quis, não teve culpa nenhuma, mas não o deixaram.
O João Pereira bem porfiou, mas, qual tropa-macaca, foi obrigado a permanecer em campo até ao fim.
Uma coisa foi acertada, o Cardozo foi muito bem mandado para as bancadas. Não só é o único sítio onde não pode marcar golos como também, caramba, é necessário dar oportunidade aos adversários de promover banha da cobra, para equilibrar contas no final da época. Portanto, tudo a bem da competitividade presente e futura, rumo ao Mundial de 2018!
Sintomático é que tudo se passou no mesmo dia em que tomou posse o novo Secretário de Estado do Desporto. O velho, dignamente reempossado, para prosseguir a política que não tem.
Da bola em si, basta dizer que jogaram as duas melhores equipas do campeonato: uma quis verdadeiramente ganhar; a outra teve o brinde.
No mais, tergiversando Pacheco Pereira, continua o Estado dentro do Estado.
Post Scriptum - Afinal o túnel existe. É comprido, demora uma semana a atravessar e, como o metropolitano, tem várias estações para reabastecimento. O problema é que, contrariamente ao que quiseram fazer crer, não mudou de local. Foi simplesmente repintado.

29 Outubro 2009

À espera de sábado

Enquanto se preguiça pela charneira política, a preparação para o Dia das Bruxas obriga a abrir armários velhos de esqueletos mais ou menos encardidos pelo uso e abuso de fins monotonamente repetitivos.
Não é que acredite nelas, mas que parece que as há... poderá resultar deste interessante exercício sobre um dos homens do apito mais temidos pelos benfiquistas, depois de o mesmo lhes caber em sorte, mais uma vez, em momento crucial.
O exercício estatístico, por ser maneável, vale o que vale; as conclusões daí decorrentes, ficam cingidas à subjectividade do pensamento individual.
Haverá ágape no final do dia 31 de Outubro?

28 Outubro 2009

Jesus é o seu nome


27 Outubro 2009

No Mundo de Chandler e Marlowe

Embora este post fosse, na sua ideia original, apenas para ser publicado no Facebook, decidi reescrevê-lo aqui, pois sei que Raymond Chandler está, também, na lista de favoritos do colega Gonçalves.

A imagem surge ao ouvir e ver as big bands no youtube, Benny Goodman, Gene Krupa, etc. e, mais precisamente, o Dave Brubeck Quartet com o tema Take Five. Apesar de haver aqui um hiato de tempo considerável, entre o auge das big bands, o universo de Marlowe e Take Five, parece ser a banda sonora ideal para este imaginário, com Bogart a fazer de Marlowe, Bacall na pela da mulher e num ambiente de film noir:

“A tarde tinha sido passada a dormir no escritório. Pelas 20h00 o telefone toca. Marlowe atende – mal consegue falar, tem a boca seca, por isso bebe um trago do segundo copo de bourbon que ainda estava na mesa. Vilma nem lhe tinha tocado. Do outro lado uma voz de mulher ofegante diz: “Encontro-te no Louie’s dentro de meia hora” e desliga. Marlowe acaba o pouco que ainda tinha no copo, derrama mais uma dose, que bebe duma vez. Certifica-se que a sua .38 está carregada. Acende um cigarro e faz-se à estrada. Estaciona o enorme Packard em frente ao Louie’s. Entra directo ao bar e pede um whiskey duplo sem gelo. Enquanto espera pela bebida, uma mulher sussurra-lhe, numa voz quente: “Não te vires, eles estão a olhar”. Marlowe obedece. Recebe o seu copo e paga. No palco do Louie’s, a banda começa a tocar…”

25 Outubro 2009

O Maior dos Continentes


Caríssimo JNAS,


Obrigado por me apresentares a este excelente som que resulta da parceria entre o Legendary Tigerman e a belíssima Asia Argento. Serve de pretexto para mudar a playlist e para publicar uma foto da própria.


  • Throwing Muses - Bright Yellow Gun

  • SIA - Breath

  • Seu Jorge - Life on Mars

  • Legendary Tigerman ft. Asia Argento - Life Ain't Enough for You

  • Bauhaus - Dark Entries

Selecção Natural

A taxa de desemprego (uma falácia estatística) há-de ser sempre desvalorizada enquanto se conservar o respectivo emprego.

22 Outubro 2009

Piadas de Ocasião Sobre o Novo Governo

Confirmam-se todas as expectativas: os Açores vão mesmo ter um Ministro.

Santos Silva já tomou a sua primeira decisão: a partir de agora o Ministério da Defesa passa a chamar-se Ministério do Ataque.

E o Benfica deu mais 5.

SATA IMAGINE



DIÁLOGO IMAGINÁRIO COM O CALL CENTER:

Eu: Bom dia. Sou membro do SATA Imagine e queria marcar viagem para Lisboa na promoção Europa 2 por 1.
Operadora: Lamentamos, mas tal não é possível.
Eu: Porquê? Lisboa não é na Europa?!
Operadora: ...Sim , pois, mas sabe... é por causa do serviço público... A SATA presta serviço público nessa rota.
Eu: Está bem, eu sei porque sou duplamente contribuinte para o efeito. Mas há alguma cláusula contratual que impeça a extensão de tal promoção para visitar a capital do país que paga tal serviço público? É que a nossa depauperada Economia agradecia...
Operadora: Ah, pois, isso eu não sei...

E o resto é altruísmo, nem que seja para tirar as fotos!...

20 Outubro 2009

Da Justiça e da Frontalidade

João Miguel Tavares, colonista do DN, escreveu no passado dia 3 de Março que “Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. (…) ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.”

Vai daí, o Primeiro-por-pouco-tempo-Ministro, na sua linha de lidar mal com a livre expressão, instaurou um processo ao colonista. Ora, fica-se a saber hoje que Sócrates perdeu e que o processo foi arquivado, uma vez que o artigo em causa traduzia “uma manifestação legítima de opinião”. Caso fechado. Conclusão: a verdadeira face de Sócrates, apesar de muita maquilhagem e golpes de rins, continua bem visível.

Há, no entanto, um paralelismo a ser feito entre esta situação e aquilo que se assiste actualmente nos jornais açorianos. É que, João Miguel Tavares chamou as coisas pelo nome, disse o que achava, sem meios-termos, sem se refugiar em artigos de opinião, disfarçados de literatura de trazer por casa. E isto revela o tipo de pessoas com que lidamos. São pessoas incapazes de expressar uma opinião abertamente, são pessoas que falam em código para uma pequeníssima minoria, são pessoas que agem sempre na base da dissimulação, são pessoas que se escondem em esquinas a conspirar, são pessoas perigosas e são o tipo de pessoas que dão má reputação à política, que afastam os eleitores da política, porque falam entre si, não dizem absolutamente nada à população. No fundo, é uma espécie que se alimenta de veneno e que, por via disso, vai ficando cada vez mais doente até ao dia em sucumbe. É triste e é uma pena!

Benfica, eterno amor!

18 Outubro 2009

Uma Análise de Verdade a "Uma Análise Realista"

Sobre um artigo que saiu ontem (Sábado) no Açoriano Oriental que dizia que Berta Cabral venceu todas as eleições em que participou como cabeça de lista, colocando-se, assim, estrategicamente, para bater qualquer que seja o adversário do PS em 2012, disseram-me que não era bem assim, que em 2008, nas Legislativas Regionais a actual Presidente da Câmara de Ponta Delgada foi cabeça de lista por São Miguel.

Ora bem, de facto Berta Cabral foi a cabeça de lista por São Miguel nas Legislativas Regionais de 2008 ganhas pelo PS de Carlos César. No entanto, convém esclarecer que, do ponto de vista do eleitor micaelense – ou, já agora, do ponto de vista dos eleitores de cada ilha – a escolha que lhes era colocada, nessas eleições, não era entre os cabeça de lista de ilha, mas sim entre o projecto de governo liderado por César e o projecto de governo liderado por Costa Neves. Nas Legislativas temos apenas um boletim de voto, para escolher o partido que irá governar, pelo contrário, nas Autárquicas temos três boletins de voto, da Câmara, da Assembleia Municipal e da Assembleia de Freguesia. Aquilo que conclui, ao analisar os resultados do Concelho de Ponta Delgada, é que Berta Cabral e o seu projecto venceu, mesmo nas Freguesias onde o PSD não venceu.

Ou seja, efectivamente, como é dito no referido texto, sempre que ao eleitorado é colocada uma escolha entre Berta Cabral e outro candidato, a actual líder social-democrata vence. E este é um capital político que poucos têm.

Já agora, à luz desse capital político, compreende-se o ataque cerrado que os socialistas têm feito à liderança social-democrata. É que, como bem se sabe, o principal objectivo de quem está no poder é reter esse mesmo poder e aumentá-lo, se possível. Ora, tendo em vista em princípio, analisem-se todos os artigos dos socialistas nesta semana que passou e chega-se à conclusão que Berta Cabral representa, para o PS, uma enorme ameaça para 2012. Doutro modo, pouco interessaria escrever sobre a Presidente da CMPD. Os estrategas do PS sabem bem que, de facto, Berta Cabral venceu todas as eleições que se apresentou como cabeça de lista e, tendo como objectivo a retenção do poder em 2012, tentam retirar o crédito político da líder laranja. Aos sociais-democratas cabe, pelo contrário, proteger esse capital político.

17 Outubro 2009

BB e as "Putas"

Este artigo de Baptista Bastos é uma pérola que desperta, em quem o lê, os mais variados sentimentos. BB dedica esta coluna d"O Jornal de Negócios" ao Prós e Contras em que José Manuel Fernandes e João Marcelino esgrimiram argumentos sobre a questão das escutas em Belém. E é a estes dois que o maõs-largas BB dá carinhosas prendas. No fundo, o artigo de BB é um elogio aos jornalistas de desporto, em oposição aos outros dois.

No entanto, nada disto me faria gastar estes minutos. O que me fez salientar o artigo do BB foi o seu final, que passo a transcrever na íntegra: «Ouvi, na segunda-feira, com surpresa e nojo, designarem-se, uns e outros, por "colegas." Quando entrei nos jornais ensinaram-se o seguinte: "Jornalistas são camaradas e tratam-se sempre por tu. Colegas são as putas." Ficou-me para sempre

E assim, dum momento para o outro, passamos a apreciar, em todo o seu virtuosismo, pequenas peças jornalísticas como: "Linda jovem de 50 anos. Meiga. Depravada. Beijos naturais. Peludinha. 35 rosas. 91*****25".

Quem diria?

15 Outubro 2009

Meados de Outubro e o Calor Não Passa

  • The Cure - Fascination Street
  • The Strokes - The Modern Age
  • The Radio Dept - I Dont Like it Like This
  • New Order - Ceremony
  • Death Cab for Cutie - Cath

Da Vitória de Berta Cabral

É muito antigo: “uma mentira contada até à exaustão, passa a ser verdade”. E é contando com essa premissa que socialistas, não-socialistas e outros vão inventando e omitindo todo o tipo de questiúnculas sobre o discurso da Presidente do PSD-Açores, no Domingo passado, numa tentativa vã, mas sintomática, de amenizar o mal estar que Berta Cabral provoca neles todos (socialistas, não-socialistas e outros). Antes de mais, esse mal estar deve ser entendido pela Presidente do PSD-Açores como motivo de algum regozijo, pois é o reconhecimento do seu valor, mas também deve servir para a própria saber com quê e com quem pode ou não contar.

Sobre o discurso da Presidente do PSD-Açores pouco há a dizer, na verdade. O facto é que Berta Cabral acumulou, nestas eleições, a funções de líder do PSD-Açores e de recandidata à Câmara Municipal de Ponta Delgada. Nestes 15 dias de campanha andou pelas 24 freguesias do Concelho, como se pode comprovar no seu site e ainda teve tempo de viajar para fora de S. Miguel um par de vezes. Os resultados, como sabemos, foram muito positivos em Ponta Delgada e pouco positivos na maior parte dos restantes Concelhos, daí que seja normal que no Domingo Berta Cabral estivesse dividida e que o seu discurso reflectisse essa situação.

Recordo, assim de cor, algumas das suas palavras “a minha primeira palavra é de solidariedade e vai para os que não venceram”. Só com manifesta má fé é que se pode ignorar tão importantes palavras. De resto, como todos sabemos, as Autárquicas são 19 eleições e naquela em que esteve directamente envolvida, como candidata à Câmara de Ponta Delgada, Berta Cabral venceu indiscutivelmente, inclusivamente venceu em Freguesias onde o PSD perdeu as Assembleias de Freguesia. Isto só pode ser entendido como um sinal claro que as pessoas dão o valor e o mérito a Berta Cabral. Os adversários de Berta Cabral leram os resultados de forma realista, viram que o eleitorado reconhece que a Presidente do PSD-Açores é a mais-valia para os Açores actualmente e, evidentemente, agiram “contando uma mentira até à exaustão”. Não funciona, porque o eleitorado é sábio!

14 Outubro 2009

Serviço Público


13 Outubro 2009

O que César pensa sobre a sua recandidatura ao Governo Regional dos Açores

(Clicar na imagem para aumentar)


Sobre as declarações de Carlos César a admitir uma nova candidatura à Presidência do Governo Regional dos Açores, convém recordar a entrevista que o próprio deu há menos de um ano (no dia 11 de Janeiro) ao Diário de Notícias. Acima segue a digitalização da respectiva página do jornal, mas será importante, aqui, reforçar algumas frases proferidas pelo líder socialista:


“Devo dizer-lhe também que esta norma do Estatuto da Região que impede a minha recandidatura foi escrita por mim.”
Não, não posso fazer mais nenhum mandato. Eu considero que quem não pode fazer o menos, não pode fazer o mais.”
“Mas faço a interpretação autêntica da norma, visto que fui eu que a redigi, e ela é inequívoca: não posso ser, de acordo com o Estatuto, candidato a um novo mandato.”


Palavras claras do Presidente do Governo! Portanto, está-se a começar a alimentar um tabu que já foi desfeito pelo próprio.


Mas se vier a acontecer uma nova candidatura de César ao Governo, aquilo que se irá confirmar, definitivamente, é o carácter do líder socialista, duma pessoa que não tem palavra, onde o que hoje é verdade, amanhã é mentira.

12 Outubro 2009

Eleições Autárquicas

As eleições autárquicas devem ser olhadas da forma para que foram concebidas: a eleição daqueles que vão governar parcelas territoriais pequenas que, por proximidade, identificação e especificidade, são mais facilmente escrutináveis pelos eleitores/cidadãos.

Daqui resulta, por um lado, que as ideologias têm uma menor influência na escolha e, por outro, concomitantemente, que a volatilidade é mais real que em qualquer outro tipo de eleições.

Doutro modo, os candidatos apresentam-se como mais reais, são mais conhecidos e efectuam propostas sobre factos concretos, conhecidos pelos concidadãos que, por isso mesmo, estão mais sensibilizados para analisar os projectos e efectuar a escolha mais racional.

Se se quiser, a proximidade da verdade é mais facilmente perceptível pelo cidadão e é decisiva, ou, pelo menos, preponderante, na sua escolha. O eleito será aquele que melhor encarnar (ainda que aparentemente) estas qualidades.

Havendo, naturalmente, excepções, é esta a forma como muita gente (cada vez mais, à medida que o respectivo esclarecimento político aumenta) encara as eleições autárquicas, pelo que falar em derrotas ou vitórias globais ou extrapolar para lá de cada circunscrição concreta, pode ser um exercício carregado de subjectividade, susceptível de erros de avaliação objectiva e facilmente demonstráveis.

Para tal, basta olhar para meia dúzia de concelhos em todo o País e efectuar comparações com outro tipo de eleições e qualquer argumento, num ou noutro sentido, esmorecerá.

Pessoalmente, olhei para as candidaturas de três concelhos que me interessam especificamente e constatei que votaria em candidatos concorrentes por partidos diferentes: no da minha naturalidade, por exemplo, votaria num partido para a Câmara Municipal e Assembleia de Freguesia e noutro para a Assembleia Municipal; no concelho onde estou recenseado, por razões ético-jurídicas, não votaria no melhor candidato para a Câmara Municipal, o que me levaria a votar em branco, e votaria em partidos diferentes para a Assembleia de Freguesia e Assembleia Municipal; no concelho onde resido, votaria no mesmo partido para a Câmara Municipal e Assembleia Municipal e em branco para a Assembleia de Freguesia.

Haverá melhor exemplo de subjectividade analítica e, consequentemente, multiplicando-se os casos, maior possibilidade de erro?!

É que se se recorrer à ditadura dos números e dos objectivos políticos stricto sensu, poderíamos chegar à conclusão paradoxal de que, por exemplo, no dia 27 de Setembro, o partido vencedor perdeu as eleições, não só porque elegeu menos deputados como também perdeu a maioria absoluta, e os partidos perdedores venceram as eleições, exactamente porque aumentaram os respectivos mandatos e percentagens. E não foi isto que aconteceu, pois não?

Para o momento mediático, ficam vencedores e vencidos. Para a História, conclui-se que, logo que os cidadãos apreendam a existência de outros “prestadores de serviços” que melhor lhes assegurem as respectivas necessidades, decerto que a lealdade será objecto de transferência. Nada mais!

11 Outubro 2009

Anúncios em Dia de Eleição

Metade da página 39 do AO de hoje é preenchida com a seguinte imagem. Pelo que sei, é uma novidade, ou seja, não era ainda conhecido esse projecto, foi preciso esperar para o dia das eleições Autárquicas - onde o PS arrisca-se a perder as Capelas - para fazer o anúncio. Infelizmente tem sido prática comum, como se sabe, basta que nos recordemos do referendo sobre a IVG.

Artigo 41º da Lei Eleitoral

1 - Os órgãos do Estado, das regiões autónomas e das autarquias locais, das demais pessoas colectivas de direito público, das sociedades de capitais públicos ou de economia mista e das sociedades concessionárias de serviços públicos, de bens do domínio público ou de obras públicas, bem como, nessa qualidade, os respectivos titulares, não podem intervir directa ou indirectamente na campanha eleitoral, nem praticar actos que de algum modo favoreçam ou prejudiquem uma candidatura ou uma entidade proponente em detrimento ou vantagem de outra, devendo assegurar a igualdade de tratamento e a imparcialidade em qualquer intervenção nos procedimentos eleitorais.

Dia de Reflexão

Monica Belucci (E Deus Criou a Mulher...)

  • Death in Vegas - Your Hands Around My Throat

  • Stereolab - Miss Modular

  • Frank Black - Headache

  • Monsters of Folk - Say Please

  • My Bloody Valentine - Sometimes

09 Outubro 2009

Debate Eleição a Ponta Delgada

Esperava-se muito do debate na RTP-Açores sobre a eleição para a Câmara Municipal de Ponta Delgada. E, se por um lado, as expectativas não sairam defraudadas, a verdade é que, por outro lado, o debate deixou muito a desejar.

Comecemos pelo melhor: Berta Cabral. Sem dúvida que quem se recandidata à posição que já ocupa - seja qual for - tem a vantagem de conhecer por dentro todos os dossiês, pois lida com eles diariamente. Porém, na verdade, quem se recandidata tem também a desvantagem de ser o alvo de ataque dos adversários. O que é certo é que Berta Cabral demonstrou cabalmente as suas qualidades. Sabe do que fala e conhece a fundo os assuntos. Depois, talvez devido à sua maneira de ser e de estar na vida, não se limita ao conhecimento, tem uma abordagem totalmente hands on approach, é uma mulher de acção e não tem tempo a perder. Uma mulher com uma vitalidade invejável e que coloca todas as suas qualidades ao serviço da sua comunidade.

Assuntos havia que levantavam algumas dúvidas, como a central de camionagem em frente ao Coliseu, ou a opção por fazer um Museu. Em ambos os casos as respostas de Berta Cabral foram completamente esclarecedoras. No primeiro caso, a opção daquele local aconteceu porque os estudos demonstram que não é viável ter a central fora do centro, uma vez que seriam necessárias muitas mais "Bertinhas" para assegurar o transporte das pessoas da periferia para o centro. Quanto ao Museu, trata-se apenas do aproveitamento integral dos fundos comunitários que foram postos ao dispor da CMPD, que se destinam a museus, escolas ou bibliotecas. Explicações convicentes, dadas em respostas com propriedade e simpatia.

No entanto, o lado positivo do debate esgotou-se em Berta Cabral (para ser justo e em comparação com a moderadora do debate da rádio, Osvaldo Cabral também esteve em bom plano). Os restantes candidatos foram autenticas decepções. Comecemos pelos candidatos do CDS e da CDU. É verdade que os seus partidos estão longe ideologicamente, mas neste debate tiveram algo em comum: ambos roçaram o ridículo. Desde as propostas de artes marciais para a Polícia Municipal, passando pela habitação social em terrenos com 700m2 e com piscinas, estes dois candidatos foram simplesmente tempo perdido.

Quanto a Lúcia Arruda. Nota-se que estuda os processos, mas sofre de duas patologias. Por um lado a "bloquite" e tendência para falar mal de tudo, de ser sempre do contra e de apresentar propostas irreais. Por outro lado sofre de "zanguice", parece estar zangada com tudo e com todos. Tem uma postura demasiadamente agressiva, para quem se apresenta ao eleitorado. No fundo, é só barulho.

E por fim, Paulo Casaca. Manifestamente o melhor entre os piores, Casaca tem um discurso bom e escorreito e até pode vir a intrometer-se na luta de sucessão na liderança socialista. No entanto, Casaca e o próprio Partido Socialista não estiveram nesta campanha. Não se empenharam, não procuraram apresentar alternativas, foram apáticos e nem Carlos César andou em campanha em Ponta Delgada (à excepção de alguns minutos na últimas horas da campanha, em que esteve na Fajã de Baixo). Deste modo, Paulo Casaca neste debate foi apenas o Paulo Casaca da campanha: não esteve lá. Até naquele estudo que apresentou estava um ano atrasado em relação a Berta Cabral. Foi presa fácil demais para a candidata social-democrata.

Em conclusão, ficou claramente espelhado neste debate o que esteve em jogo nesta campanha. Berta Cabral empenhada, trabalhadora e conhecedora. Paulo Casaca ausente. Lúcia Arruda irrealista. Candidatos CDS e CDU palavras para quê. Foi, sem sombra de dúvida, uma vitória clara de Berta Cabral.

Elisa Ferreira uma mulher surreal

É difícil abordar qualquer tema que resulte da mais grosseira e atávica patetice porque a respectiva evidência é de tal ordem que o ridículo só não será perceptível por algum inane fã de quem tenha proferido tão grande "enormidade" (para suavizar a linguagem).

Ontem, além do surreal jornalismo desportivo, tivemos direito ao respectivo correspondente político, mas pior, porque, tratando-se de alguém que representa Portugal além fronteiras no Parlamento Europeu, já foi ministra e é candidata à Câmara Municipal do Porto, afecta o nosso discernimento enquanto cidadãos e eleitores e, sobretudo, mostra e demonstra a cepa na qual assenta a qualidade da maioria da classe política.

Entre outras pérolas, a ler aqui, Elisa Ferreira proferiu estas que transcrevo:

"Consigo o FC Porto volta a ter as portas da Câmara abertas?

Claro. O que estranho é que a relação entre a Câmara e o seu principal clube de futebol, que é também campeão nacional e promove a cidade internacionalmente, seja objecto de polémica.

Estranho é que eu tenha ido visitar o bispo do Porto, o reitor da Universidade do Porto, a Misericórdia do Porto e não tenha havido comunicação social.

Fui visitar o FC Porto e tinha uma mediatização como se fosse o Barack Obama.

Quem beneficiou da agressividade da Câmara com o FC Porto? Foi o próprio Rui Rio, que passou a ter pelo menos o apoio de seis milhões de benfiquistas.

Quem se portou impecavelmente? Foram os portistas, que disseram que uma coisa é futebol, outra é política e até o elegeram.

Quem está neste momento a misturar futebol e política é o presidente da Câmara do Porto, que resolveu com essa agressão transformar-se numa figura mediática nacional. Rui Rio é mais conhecido por alguma coisa que não seja a agressividade com o FC Porto? O que é que o fez um grande político nacional?
"

Para a senhora, o facto de ter o "tachinho" garantido no Parlamento Europeu, ser uma candidata de circunstância e ter feito uma campanha miserável, não é relevante.

Para a senhora, o facto de a comunicação social (certamente dominada pelo Benfica) só aparecer num determinado local, não lhe causa estranheza.

Para a senhora, o facto de invocar um clube da cidade e ter o apoio do respectivo presidente (declarado em exercício de funções) e, mesmo assim, ir perder as eleições não é demérito da própria e do dito presidente (condenado desportivamente por factos que contribuíram para o mau nome do clube e envergonharam a cidade), é indiferente, porque o adversário vai ganhar com os votos de seis milhões de benfiquistas (os quais organizaram uma grande cabala e se recensearam todos na cidade onde a senhora é candidata).

Para a senhora, confundir portistas e portuenses, é ressocializar, uma vez que, para ela, os portistas são seres inteligentes e os portuenses são idiotas, porque benfiquistas e, sacrilégio, não votam nela nem apreciam o tal presidente.

Para a senhora, tudo isto não é mistura entre política e futebol, é, naturalmente, dar voz "às forças vivas da cidade".

Para a senhora, na sua sanha anti-Benfica, qualquer lembrança de que este clube foi impedido, por uns quantos energúmenos (certamente portuenses, logo, benfiquistas), de festejar um título desportivo na cidade a que quer presidir, com a complacência das autoridades policiais e o silêncio cobarde e confrangedor do Governo de então (o dela), deve ser algum devaneio lírico contra o Norte.

Não, para ela tudo estará bem, desde que o clube do apoiante presidente possa festejar títulos na varanda da Câmara (talvez o desígnio mais importante do seu manifesto eleitoral), presumindo-se que lhe seja irrelevante a forma como os mesmos sejam obtidos.

Perante isto, quem precisa de fazer campanha eleitoral?!!!

08 Outubro 2009

Jornalismo Surreal

"Yero: fixem este puto
Yero continua imparável e a marcar ao ritmo de Falcao. Ninguém viu, porque foi à porta fechada, mas o avançado voltou a bisar num jogo-treino com o Gondomar, realizado ontem de manhã no Olival. Dois golos que aguçam ainda mais o apetite e a curiosidade em torno deste jovem senegalês de quase dois metros que o FC Porto foi contratar ao modesto Istres, de França, e que, a continuar assim, qualquer dia terá a oportunidade de se mostrar aos adeptos num jogo a sério."

Portanto, o moço (?) é um portento porque alguém soprou cá para fora que assim o era.

Ninguém viu, incluindo o escriba, mas é um portento!...

Só podia ser aqui!

05 Outubro 2009

A ética republicana e a verdade

Já o disse no comentário ao post do Rui sobre o 5 de Outubro, mas repito, para que as coisas fiquem claras: há gente com responsabilidades políticas que julga que o tempo é um factor legitimador e se refugia, como Sócrates, em "tremoços linguísticos", alegando que a democracia e a liberdade são elementos da República, como se as mesmas não fossem características intrínsecas da Monarquia Constitucional. Conclusão certamente extraída da leitura atenta do artigo 288º, alíneas b) e i) em conjugação com o artigo 46º da Constituição da República Portuguesa.





Só por pura ignorância histórica ou por demagogia, ou ambas, se podem afirmar coisas destas.


Em qualquer dos casos, bastava-lhe pedir conselho ao Dr. Rosas, membro do respectivo partido e especialista em Estado Novo, uma parte da História onde o princípio republicano de democracia é exemplar (e, já agora, ao Dr. Soares que, devido às costumadas piruetas, ficou confundido com a classificação do regime), para obter explicações verdadeiras (a não ser que só mesmo Ele seja a Verdade).



Para esclarecimento, eis alguns dos muitos exemplos de liberdade e democracia da I República (ética, como gostam de lhe chamar):


1910


Outubro, 8 - São promulgados os decretos que expulsam os Jesuítas e encerram os conventos, tanto os masculinos como os femininos.


Outubro, 10 - As perseguições religiosas, durante a primeira semana de governo republicano, fazem com que nas prisões de Lisboa estejam encarcerados 128 padres e 233 freiras, tendo sido assassinados dois padres lazaristas.

- As perseguições políticas em Lisboa produzem a destruição dos jornais Liberal, do partido progressista, e Portugal, católico.


Outubro, 14 - O jornal a República Portugueza começa a circular, defendendo a instauração de uma ditadura revolucionária.



Dezembro, 6 - O direito à greve e ao lock-out é severamente restringido, por um decreto que ficará conhecido pelo decreto burla.



1911



Janeiro, 7 - Greve geral dos ferroviários, que termina o movimento grevista iniciado em 15 de Novembro de 1910. A resposta da GNR aos piquetes e manifestações sindicais é normalmente violenta.


Janeiro, 8 - Continuação das perseguições políticas com assalto às redacções dos jornais monárquicos de Lisboa, Correio da Manhã, O Liberal e Diário Ilustrado.


Fevereiro, 1 - Continuação da repressão política, com a destruição do Centro Académico de Democracia Cristã.

Fevereiro, 17 - Continuam as perseguições políticas, com ameaças a Sampaio Bruno, que o levou a suster a publicação do Diário da Tarde, jornal que tinha fundado no Porto, e começado a sua publicação em 2 de Janeiro. Sampaio Bruno partiu para o exílio em Paris, depois de ter sido ameaçado pelo novo governador civil republicano do Porto.

Março, 14 - Promulgação da Lei eleitoral. O sufrágio universal, uma das principais bandeiras do partido republicano, não é estabelecido.

1912

14 de Janeiro - A perseguição anti-clerical continua, com a proibição dos bispos de Coimbra e Viseu residirem no distritos das suas dioceses.


28 a 30 de Janeiro - Greve geral em Lisboa de apoio aos trabalhadores do Alentejo. A resposta do governo levou ao encerramento de todas as sedes sindicais, declaração do estado de sítio e suspensão de todas as garantias constitucionais no distrito de Lisboa.

31 de Janeiro - Forças militares e da carbonária tomam de assalto a União dos Sindicatos. Os presos são enviados para bordo da fragata D. Fernando e do transporte Pêro de Alenquer.



Etc, etc, etc...




Obviamente, tudo isto não passa de mais uma invenção fantasiosa do Paiva Couceiro, devidamente acolitado pela direita reaccionária.

Irreal Surreal

O Telejornal da RTP-Açores passou uma peça sobre a presença de Carlos César, enquanto líder do PS-Açores, nas Velas ao lado do candidato socialista àquele Concelho. Vamos por partes:
  • Diálogo entre o candidato e César, enquanto assistem uma partida de futebol: César: "O campo da Urzelina ainda não tem sintético?". Candidato: "Não, apesar de já estar pedido há muito tempo". César: "Olha, vais tu fazer ...para 'mim' dar um dinheirinho". Risos entre os dois.
  • Declarações do candidato à reportagem: "Com o presidente do PS ao lado quer dizer que vamos ter tudo aquilo de que precisamos da parte do Governo regional"

O PS insiste que só governa para alguns. Como o próprio candidato diz, o sintético para a Urzelina está pedido há muito tempo, mas o Governo PS só dará o "dinheirinho" se o PS ganhar.

O 5 de Outubro


No dia 5 de Outubro de 1143 foi assinado o Tratado de Zamora por Afonso VII de Leão e Castela e Afonso Henriques, concedendo a independência a Portugal.

03 Outubro 2009

Nestes Dias de Calor...


...a música que se ouve.


  • Gui Boratto - Beautiful Life

  • Kristin Hersh - Pearl

  • Tindersticks - Travelling Light

  • The Doors - When the Music is Over

  • Massive Attack - Teardrop

Foto de E Deus Criou a Mulher...

02 Outubro 2009

ZEZE, se me permite...


* Dedos no Ar é a prova que a blogosfera açoriana está bem de saúde e recomenda-se. A renovação continua e muitas vezes, como é o caso, com qualidade assinalável. Registo com algum desalento, no entanto, a escolha do anonimato. Sendo certo tenho quase a certeza que compreendo as razões, ainda assim seria preferível outra solução. Mas, entre ter blogues como este anónimos e não ter renovação, prefiro, sem qualquer dúvida, a renovação.

01 Outubro 2009

Dos Debates às Autárquicas

Hoje foi a primeira vez que vi um dos debates autárquicos que a RTP-Açores está a levar a cabo. Antes de mais, registo para importância vital que têm estes debates. A televisão regional está, por isso, de parabéns.

No entanto, é com algum desconforto que se vê a facilidade com que os candidatos descem no nível de debate. Hoje, por exemplo, o candidato socialista à Lajes do Pico, além de interromper constantemente a sua interlocutora, com a total complacência do moderador da RTP-A, falou sobre a forma como candidata do PSD “passa no seu BMW”. Simplesmente inacreditável. Depois, no final, no minuto que é concedido a cada candidato, o socialista não começou com aquilo que pretende para o Concelho, não, falou do marido da senhora candidata. Certamente, esse assunto deve andar pelas bocas das pessoas nos cafés e supermercados das Lajes, mas ao candidato exigia-se outras ideias.

O debate sobre Nordeste também resvalou muitas vezes para palavreado desnecessário. O candidato social-democrata e actual Presidente da Câmara, José Carlos Carreiro, não tem necessidade de usar palavras como “ignorante”. Não ganha nada com isso. Na verdade, porém, o candidato socialista não soube, ou não conseguiu responder, à questão da SCUT até à Pedreira.

Em ambos os casos, há a constante presença do papel do Governo Regional dos Açores. Os candidatos socialistas tentam sempre passar a mensagem de que os seus Concelhos ficarão, ou estão a perder, porque não têm Presidentes do PS. Parece que é uma má estratégia porque revela apenas que este Governo Regional dos Açores mostra-se relutante em cooperar com entidades governamentais de outras cores políticas. Depois das eleições, todos devem remar para o mesmo lado, em direcção ao progresso dos açorianos. No entanto, não é isso que se conclui nestes debates.

As populações que escolherem outras cores políticas para as suas Câmaras Municipais não podem, de modo algum, ser prejudicadas. E quanto mais os candidatos socialistas insistirem nesse ponto, mais fica a certeza que este Governo é só para alguns.

29 Setembro 2009

A mensagem do Presidente da República

Lido o comunicado do Presidente da República na íntegra aqui, ficam as seguintes perguntas:


- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão Sua Excelência não partilhou as suas preocupações com os Portugueses em devido tempo?

- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão Sua Excelência assistiu passivamente a tão graves manipulações?

- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão hão-de os Portugueses acreditar no primeiro-ministro que reelegeram?

- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, abrindo mesmo um clima de suspeição entre dois órgãos de soberania, porque razão hão-de os Portugueses acreditar na cooperação institucional?

- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão há-de o Presidente da República convidar o primeiro-ministro reeleito a formar governo?

- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, será que, com a sua divulgação prévia, o resultado das eleições teria sido o mesmo?


Afinal, quem venceu as eleições de domingo: a inacção do Presidente da República, a acção das altas personalidades do Governo ou o mérito do partido vencedor?

28 Setembro 2009

Ainda há países com sorte




27 Setembro 2009

Legislativas 2009 - Primeiras Impressões


Os resultados nos Açores demonstram a tendência de descida do PS. Desta vez, a descida foi acentuada, aliás foi uma descida de grande "amplidão". Por razões várias, o PSD não conseguiu capitalizar essa descida e o que temos agora é um futuro com muitas incertezas no continente, onde veremos até que ponto vai o poder de encaixe e de negociação de José Sócrates. Agora, venham as Autárquicas.

E agora algo completamente diferente

Passei uma gargalhante tarde a ver DVD's dos Monty Phyton. Interrompi a visualização às 19 horas, a fim de saber as notícias do dia.
Não se passando nada, retomei a minha actividade.
Pareceu-me o mais salutarmente apropriado.

25 Setembro 2009

Todos Diferentes, Todos Iguais

A época de campanha eleitoral é pródiga em estórias e negociatas partidárias que tanto indignam os portugueses. Na semana passada foi a alegada compra de votos por parte de António Preto e Helena Lopes da Costa - que provavelmente lhes valeu a inclusão na lista do PSD a deputados à AR. Já ontem, foi a vez de um socialista acusar os seus pares de negociarem cargos em troca de financiamentos partidários.

O dirigente do PS José Lello, e o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, são acusados de negociar cargos em troca de financiamento partidário com o empresário Licínio Santos envolvido na Máfia dos Bingos, adiantou hoje a TSF. A acusação partiu de Aníbal Araújo, outro membro do PS que foi cabeça-de-lista pelo círculo de Fora da Europa, nas legislativas de 2005.

Pelo meio falou-se em escutas que não se sabe se alguém escutou, mas que calaram o assessor do PR para a Comunicação Social. Quem também perdeu o pio foi a boca da Manuela Moura Guedes. Assuntos sérios e que interessam aos portugueses….bem, desses falar-se-á depois das eleições, já que a campanha termina hoje à meia noite.
Como se pode constatar, se os telhados de uns quebram, os do vizinho também são permeáveis a pedradas.

N.B.- Para terminar em "beleza" esta campanha às Legislativas, só falta que alguém destape a careca a Paulo Portas e venha revelar que o líder do CDS-PP é beneficiário do Rendimento Mínimo......e, já agora, que Heloísa Apolónia tem um Hummer.

23 Setembro 2009

Turismo de Pacotilha

Soltam-se os cavalos*, desdobram-se as explicações e actuações de última hora (AGORA?!!), como referem os próprios e graças à boa vontade da SATA (e nossa, os contribuintes).
O que é que medidas destas vêm acrescentar a uma definição estratégica clara da política de turismo nos Açores?

Como diz um dos hoteleiros, o "filet mignon" é para os outros.


* Longe deste blogue a pretensão de despoletar notícias e a consequente execução de medidas politico-económicas, as quais, certamente, já estariam agendadas. A coincidência com a notícia do jornal contribui, pelo menos, para que aos açorianos em geral chegue uma notícia com uma prespectiva sobre as ideias de última hora, algo que um blogue, pelas sua próprias limitações, jamais conseguiria transmitir.

22 Setembro 2009

Pedagogia Desportiva

Abro um breve parentesis pedagógico no meu silêncio sobre o futebol.


Assim:


Lei 12 - Faltas e comportamento anti-desportivo


As faltas e comportamentos anti-desportivos devem ser sancionados como a seguir se descreve:


Pontapé livre directo


Um pontapé livre directo será concedido à equipa adversária do jogador que, no entender do árbitro cometa, por negligência, por imprudência ou por excesso de combatividade, uma das sete faltas seguintes:

§ dar ou tentar dar um pontapé num adversário;


§ passar ou tentar passar uma rasteira a um adversário;


§ saltar sobre um adversário;


§ carregar um adversário;


§ agredir ou tentar agredir um adversário;


§ empurrar um adversário;


§ entrar em “tacle” contra um adversário


Um pontapé livre directo será igualmente concedido à equipa adversária do jogador que cometa uma das três faltas seguintes:

§ agarrar um adversário;


§ cuspir sobre um adversário;


§ tocar deliberadamente a bola com as mãos (excepto o guarda-redes dentro da sua própria área de grande penalidade).


Todos os pontapés livres directos devem ser executados no local em que as faltas foram cometidas*


* Salvo as condições particulares (Lei 13 – local dos pontapés livres).



Pontapé de grande penalidade


Uma grande penalidade será concedida quando uma destas dez faltas seja cometida por um jogador dentro da sua própria área de grande penalidade, independentemente do local em que a bola se encontre nesse momento, desde que esteja em jogo.


Jogo perigoso


Por jogo perigoso entende-se toda a acção de um jogador que, ao tentar jogar a bola, põe em risco a integridade física de qualquer jogador, (incluindo ele próprio). O jogo perigoso é cometido na proximidade de um adversário, impedindo-o de jogar a bola por receio de ser lesionado.


Os pontapés de “tesoura” ou de “bicicleta” são autorizados, desde que não constituam perigo para o adversário.

O jogo perigoso não implica necessariamente contacto físico entre os jogadores. No caso de contacto físico, a acção passa a ser punida com um pontapé livre directo ou com um pontapé de grande penalidade. No caso de contacto físico, o árbitro deve analisar a possibilidade de ter ou não havido um comportamento anti-desportivo.


Sanções disciplinares


§ Se o jogador joga de maneira perigosa na tentativa “normal” de conquistar a bola, o árbitro não deve tomar nenhuma medida disciplinar. Se a acção comporta um evidente risco de lesão, o árbitro deve advertir o jogador.


§ Se um jogador, por jogo perigoso, anula uma clara oportunidade de golo, o árbitro deverá expulsá-lo do terreno de jogo.


Sendo tão clara e tão simples a regra, onde está a dúvida?!!


A ler aqui, a fim de esclarecer certos palradeiros televisivos e jornaleiros.

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