
19 Julho 2009
Transporte Marítimo dos Açores, ou o Resultado de Muito Tempo no Poder

17 Julho 2009
O artigo da discórdia
1. Os cidadãos têm o direito de, livremente e sem dependência de qualquer autorização, constituir associações, desde que estas não se destinem a promover a violência e os respectivos fins não sejam contrários à lei penal.
2. As associações prosseguem livremente os seus fins sem interferência das autoridades públicas e não podem ser dissolvidas pelo Estado ou suspensas as suas actividades senão nos casos previstos na lei e mediante decisão judicial.
3. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela.
4. Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.
Em declarações à SIC, o social-democrata Alberto João Jardim disse que defende que a Constituição não devia proibir ideologias, mas como isso acontece, considerou que a legislação deve ser mais explicita, proibindo antes «qualquer ideologia totalitária».
“A democracia é a liberdade de opinião e a diferença de opinião e, por isso, proibir opiniões, enfim, é uma ideia […] não faz sentido nenhum”, disse Francisco Louçã.
Alberto João Jardim não tem razão: o nº 4 do referido artigo não precisa de ser revisto, está a mais.
Mas o que importa realçar, perante a sequência de frases, é que parece só haver uma atitude coerente: o Bloco de Esquerda deveria, numa atitude democrática, somar mais uma causa às suas causas e lutar pela revogação do nº 4 do artigo 46º da Constituição Portuguesa.
Isso sim, seria uma atitude verdadeiramente democrática. Até lá…
16 Julho 2009
E ainda só estamos na pré-época!
15 Julho 2009
Cabecinhas Pensadoras
14 Julho 2009
Afinal Quantos Somos?
13 Julho 2009
Antes de ser já o era!
12 Julho 2009
Benfica 09/10. Primeiras Impressões.
Em termos de plantel, no entanto, há ainda algumas questões a tratar. A mais flagrante, talvez, a posição de médio defensivo. Neste modelo de losango, o trinco assume uma importância vital, pois é o único que garante total solidez defensiva no meio-campo. Há vários jogadores com características semelhantes, mas sem aquelas que parecem essenciais ao trinco. Yebda, Amorim e Ramires são jogadores de muita mobilidade e sem a cultura necessária para jogarem sozinhos naquela posição, ao contrário, por exemplo, de um Petit, ou, para não ser acusado de ‘clubite’, dum Costinha.
Por outro lado, temos a questão Aimar. Neste sistema de Jesus, Aimar tem tudo para explorar ao máximo as suas fantásticas qualidades técnicas, pois como o Benfica joga com dois avançados, há mais espaço para jogar mais atrás. No entanto, todos sabemos dos problemas físicos do argentino, que o têm colocado no estaleiro durante largos períodos nas últimas temporadas. Assim, seria da mais elementar prudência ter outro jogador, ao nível da grandeza do Benfica, para substituir o Aimar quando estiver lesionado, ou mesmo em baixo de forma. Não estou a ver outro jogador do actual plantel benfiquista com tais capacidades. Mas esperemos.
Por fim, a maior dúvida de todas: afinal qual a cor do cabelo do Jorge Jesus?
História de um mundo que não é o meu
11 Julho 2009
Ahora es el momento
10 Julho 2009
Assembleia Legislativa Regional dos Açores. Que utilidade?

A verdade é que pouco, ou mesmo nada, de importante foi discutido (quanto mais decidido) sobre a vida dos açorianos, assistindo-se apenas a picardias que resultam, acima de tudo, da percepção de todos os agentes políticos da região do momento de mudança que vivemos. Só assim se explica as recentes movimentações no xadrez e, em casos específicos, do sacrificar dos peões por parte daqueles que sentem o Rei em perigo de xeque.
No entanto, merece atenção a recusa, por parte da bancada socialista, da criação de uma Comissão Parlamentar de inquérito ao processo de construção dos navios Atlântida e Anticilone, proposta por todos os restantes partidos representados. Com efeito, este episódio até teria piada, mas apenas se o líder parlamentar do PS fosse um dos actores dos Monty Python e a Assembleia Legislativa Regional o cenário do Sentido da Vida. A verdade, porém, é que o destino dos milhões que estão empatados naquele projecto megalómano interessam sobremaneira aos açorianos, ainda mais no momento de crise e desemprego que se vive. Mas os socialistas preferiram chutar a bola para a frente, na esperança de ganharem algum tempo. É, porém, uma estratégia destinada ao fracasso, pois os açorianos não são, efectivamente, estúpidos e já perceberam que - além de tudo mais que possa existir nesta novela da Atlanticoline -, há uma enorme dose de incompetência.
Falar muito, dizer pouco
09 Julho 2009
O Tal País
Ainda sobre estes manifestos, o professor de economia na Columbia University, Ricardo Reis, dá uma boa ajuda na compreensão do que pode ser, ou não, melhor para o futuro económico do país.
O "X" Marca a Qualidade (ou não)
Ora bem, deverá ser por estas razões que vamos encontrando pérolas dignas de registo no espaço de opinião diário do AO. Pois então, na passada terça-feira, o twiter Repórter X fazia uma comparação verdadeiramente descabida entre a Câmara Municipal de Ponta Delgada e o Governo Regional (através da Direcção Regional de Cultura) sobre os montantes dos apoios atribuídos a agentes culturais. Será (quase) escusado dizer que a capacidade financeira dessas duas entidades não é comparável. Depois, a crónica parte para o obrigatório juízo de valor. Assim, sentencia o Repórter X que os eventos culturais promovidos pela CMPD são nivelados por baixo e populistas e não têm um factor qualitativo e inovador, aludindo certamente àqueles do Teatro Micaelense.
Então o que é qualidade e inovação? E o que é populista e nivelado por baixo? Como se consegue catalogar cultura desta forma? Será que qualquer evento que esteja apinhado de gente é populista e não presta? Haverá um número máximo de espectadores para um evento ser considerado inovador e com qualidade? Não haverá aí influência partidária no meio desse catalogar em série por parte do X?
08 Julho 2009
O Estado da Educação
O Deserto Deserto
06 Julho 2009
Música para o 'eu'
Vertigo (1958)Só fazendo um caminho assim – ou semelhante – se pode ouvir a música na actual lista, com headphones e volume bem alto, fechar os olhos e ... esquecer até o tempo.
Não espero que gostem, não é essa a intenção.
- Electrelane - To The East
- Clinic - Walking Thee
- Broadcast - Tender Buttons
- The Organ - Let the Bells Ring
- Blonde Redhead - 23
McNamara

A morte de Robert McNamara serve para recordar o magnífico documentário The Fog of War – Eleven Lessions on the Life of Robert S. McNamara .
De facto, neste filme McNamara revê toda sua vida pública, onde esteve envolvido desde os bombardeamentos às cidades japonesas no final da II Guerra Mundial, até ao escalar do guerra no Vietname, passando, claro, pela Crise dos Mísseis de Cuba. Pode ler-se aqui informações mais detalhadas sobre o filme.
Mais do que um documento histórico de grande interesse, este filme mostra um homem em final de vida a tentar lidar com o seu passado e com as centenas de milhar de vidas que se perderam em consequência directa das suas decisões.
A torrentizar.
Um Bom Princípio
Poderiam tê-lo feito já nas eleições ao Parlamento Europeu, evitando, assim, que Elisa Ferreira e Ana Gomes estivessem presentes em duas frentes - candidatas a Euro deputadas e candidatas a autarquias. Os socialistas ter-se-ia esquivado, pelo menos, a algumas críticas internas, que, estou em crer, surgiram, porque quem as proferiu contariam com um lugarzito na AR, caso não conseguisse ganhar a autarquia a que se candidata. Este mal-estar demonstra que estariam dispostas a ser presidente de câmara, mas que, acaso não o conseguissem, prefeririam sentar-se no Parlamento, do que num lugar de vereação na Câmara Municipal à qual concorrem.
Não será de estranhar, que duas das vozes criticas desta decisão de Sócrates, sejam mulheres. Sim. Pois com a actual lei da paridade, estas senhoras socialistas, já se viam a fazer parte das listas às legislativas, na ânsia de “facilitar” o preenchimento de 1/3 dos lugares das referidas listas. (por esta, e outras razões, sou contra a lei da paridade)
Esta separação de figuras que constam das listas a eleições distintas, parece-me ser uma atitude coerente e que vai de encontro à verdade e clareza que se deseja na politíca. De outro modo, os eleitores, que já se sentem distantes e indiferentes à politica em geral, e às eleições em particular, ficariam confusos com os mesmos rostos em listas distintas. Saberiam que estavam a ser iludidos, e provocaria, ou alimentaria ainda mais, o descrédito que muitos têm em relação aos políticos e às suas reais ambições. Os cargos políticos e os desafios eleitorais, devem ser aceites pelas pessoas como forma de servir a comunidade, a sociedade a que pertencem, e não como forma de se servirem a elas próprias.
Todos sabemos que muitas vezes as caras que surgem em lugares cimeiros das listas partidárias, somente lá surgem como chamariz. Não raras vezes, em eleições legislativas e regionais, os primeiros candidatos são autarcas, que todos sabemos não abandonarão as suas funções para integrarem os lugares a sufrágio….e se o fizessem, estavam a atraiçoar aqueles que os elegeram para o cargo camarário, pois não cumpririam o seu mandato.
Esta decisão - de não integrar os mesmos nomes em eleições distintas -, vai também de encontro ao que o PS e a generalidade dos partidos defendeu : a separação destes dois actos eleitorais. Abre também caminho a uma renovação das listas, e à entrada de caras novas no cenário eleitoral, quebrando o circuito interno a que muitos partidos nos têm habituado.
Vamos ver se se torna regra, ou se será uma excepção atendendo à particularidade deste ano eleitoral.
05 Julho 2009
Ainda o voto obrigatório
Concordo em absoluto que um eleitor ao não votar seja penalizado com alguma sanção, porque fazer parte de uma sociedade permite-nos usufruir de direitos, mas obriga-nos a cumprir os deveres. Ao não cumprirmos um dever, estamos a quebrar um compromisso tácito entre Estado-Cidadão.
Mas a questão do afastamento, ou como queiram chamar, dos cidadãos/eleitores e a política em geral, e as eleições em particular, levanta outro ainda problema grave. À medida que formos assistindo ao afastamento/distanciamento dos bons homens (humana, ética e tecnicamente) da política, este espaço vai sendo invadido por uma espécie nova de homo politicus sem o necessário nível intelectual e experiencial, que vê estritamente na política uma oportunidade de subir na vida e dar nas vistas. Quantos não conhecem assim?
04 Julho 2009
O melhor dos 80's
03 Julho 2009
Mataram a Tuna, Mataram as Leis
02 Julho 2009
Supertramp

"Colarinho Branco"
Mas quem o viu na TV, a sair do Tribunal com um ar triunfante, depois de condenado a 3 anos de pena suspensa, deve - como eu -, ter ficado confuso ao ouvi-lo admitir recorrer da decisão, adiantando, logo em seguida, «que após oito anos de "recolhimento" vai regressar à política, não especificando porém em que moldes.»
Depois, perante a assunção do estatuto de arguido diante das câmaras de TV, um jornalista pergunta-lhe: “E quanto a medidas de coacção?” . Dias Loureiro responde prontamente e desvalorizando o seu estatuto: “Não, nada…não há medida de coacção.”. Um outro jornalista riposta: “Talvez Termo de Identidade e Residência?”. Ai, o ex conselheiro de Estado admite desvalorizando: “Sim. Isso é o comum em todos os casos.”
Enfim, tudo tranquilo, pois a vergonha e o véu não caem, a quem se habituou a usar, e a ser visto, de “colarinho branco”.
01 Julho 2009
A Crise!? Qual crise?...

30 Junho 2009
Tropa de Elite

Tropa de Elite, filme brasileiro que nos mostra a dura realidade da vida no Rio de Janeiro e a contínua guerra civil entre Polícia e criminosos. As quase duas horas mostram-nos o funcionamento interno da Polícia brasileira, por um lado, as dificuldades e a corrupção, por outro lado, a entrega e esforço com que um implacável e restrito ramo da Polícia combate o crime nas favelas, o BOPE.
Um filme violento, tal como é a vida dos polícias e criminosos no Rio. A não perder.
Estado de Alerta
Segundo notícia o matutino DN, esta avaliação foi levada a cabo a pedido da Fundação para a Ciência e Tecnologia e por peritos internacionais, maioritariamente de universidades inglesas, que se deslocaram por várias vezes aos Açores entre os anos de 2007 e 2009.
O relatório desta avaliação, refere-se ao CVARG como «uma unidade de classe mundial, com objectivos bem focados, tornando-se num excelente exemplo organizacional que muitos outros centros de investigação deveriam adoptar», estendendo o elogio ao seu corpo de investigadores.
Mas não posso deixar de ficar mais apreensivo com a noticia que destaco no primeiro parágrafo, pois este «excelente» faz com que eu fique em Estado de Alerta nos próximos 20 anos.
27 Junho 2009
Um absurdo do sistema educativo
Mulatu Astatké
26 Junho 2009
Que mais pode querer uma mulher?
Meyer, Stephenie... 35 anos... Norte-americana... Casada... Mãe de 3 filhos... Bonita... Inteligente... Autora de uma das mais prolíficas tetralogias da literatura mundial, a saga Luz e Escuridão, que gira em torno da relação entre a jovem Bella Swan e um vampiro, Edward Cullen. Os 4 livros da saga - por ordem: Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer - estão a dar que falar sobretudo entre os jovens adolescentes que aderiram massivamente à escrita de Meyer, o que contraria a velha escola gaiteira que dizia que os jovens de hoje não lêem, ou que lêem muito pouco. Pois o segredo está à vista. Junte-se-lhe uma boa estória, personagens bem desenhadas, enredo empolgante, uma mensagem que apela à inteligência e a emoções intensas, porque acessíveis, e a estatística de leitura entre os jovens vai subir. Querem lá os adolescentes saber se é light ou de cordel. A intenção é pô-los a ler. E através da leitura adquirirem novas vivências que por sua vez lhes trasmitam novas atitudes perante os outros e perante o mundo. 25 Junho 2009
O Segredo está no Açúcar
Com o título “Insecticida de Açúcar”, o texto alertava: “É uma Boa notícia para os agricultores mas também para o planeta. O açúcar, numa versão modificada, consegue anular a barreira do sistema imunitário das térmitas e torná-las vulneráveis a um ataque de fungos, por exemplo. As térmitas, que são responsáveis por grandes estragos nas colheitas e também no interior das casas, protegem-se produzindo proteínas que destroem qualquer molécula invasora. O açúcar modificado engana esta «barreira invisível» e deixa as térmitas desprotegidas. Falta agora transformar este efeito num produto utilizável.”
Afinal, o segredo para acabar com as térmitas que se alimentam do nosso património arquitectónico, está no açúcar.
23 Junho 2009
Obrigação de Esclarecimento
O Balão Furado de Mariana Matos
Antes de mais, uma frase que vai ficar nos anais das tontices: “voto obrigatório, nos Açores, como forma de proteger a nossa democracia”. Esta enormidade só pode ser explicada porque certas pessoas entendem a democracia mesmo como sendo deles.
Depois, é muito engraçado o facto de estarem a fazer o papel do defensores do debate. Ora, pergunto eu, que contributo foi dado, até ao momento, por estes cronistas de trazer por casa, para o debate sobre a abstenção? Diz Matos que outros “não estão disponíveis para discutir ou debater nada que não esteja relacionado com as suas intenções”. Bom, resta saber quem são “eles”, porque exactamente acima do conjunto de palavras reunidos por Matos no Açoriano Oriental, há um artigo, bem fundamentado, defendendo o voto facultativo, em oposição ao obrigatório. Portanto, além da ausência de argumentos apresentados por Matos, o timing não podia ter sido pior.
De resto, não vale a pena sequer escrever muito mais sobre aquele conjunto de palavras de Matos, mas só para que fique bem claro o que está a passar, cá vai: 1) César disse, na noite da derrota nas Europeias, que Manuela Ferreira Leite ia ser o alvo dos socialistas, numa espécie de paga pelo que foi dito sobre Vital Moreira (bem dentro do estilo e linha revanchista deste PS) e 2) esta súbita e mal disfarçada preocupação com a abstenção, não passa de um mal-estar do PS com a própria população, como ficou provado com a afirmação da “estupidez dos que não votam”, porque enquanto a abstenção serviu os seus interesses, nunca se falou no assunto. E que melhor maneira que tratar dos “estúpidos” que não votaram, do que os obrigar a votar?
O debate sobre o desinteresse da população nos assuntos políticos, que se reflecte depois na abstenção, é que deve ser feito e sobre esse assunto convém aos responsáveis governativos olharem para dentro, antes de lançaram ideias típicas de regimes totalitários, como é o caso do “voto obrigatório”. A população está arredada da política, em muito, devido a este tipo de conjunto de palavras que Matos publicou.
Ver Baleias, ou Caçá-las?
Foi em 1987 que foi arpoada, nos mares dos Açores, a última baleia. Esta excepção foi concedida - pois já vigorava a proibição -, para que um Britânico pudesse registar em documentário o modo tradicional e rudimentar com que os bravos baleeiros se lançavam ao mar, para defrontar e matar o maior mamífero do Planeta. Outros tempos, em que a parca economia das ilhas, também subsistia à custa do que se extraía desses cetáceos.
Deixo aqui um texto do Blogue “Notas do meu retiro”, do conhecido escritor, investigador e jornalista picoense, Ermelindo Ávila, e que considero uma boa síntese para aqueles que queiram conhecer alguns episódios, relatos e memórias desta pesca, com ares de caçada, bem como da arte da construção naval a ela associada. Também nele constam as sucessivas Leis que regeram esta actividade.
Pensei que esta, era uma prática já extinta nos nossos mares, mas este Mundo não é feito de certezas.
Orgulho-me dos bravos que escreveram este capítulo na nossa História - o da caça à Baleia. Mas nos dias que correm, são os museus e as recordações desse tempo que nos podem valer, e não um regresso à matança. Até porque se fosse retomada esta prática, os meios nela empregue seriam, como se sabe, bem mais dizimadores, e não artesanais como o eram.
Ainda convivemos com estes belos mamíferos, que há séculos cruzam os nossos mares, mas agora, em vez de os perseguirmos para manchar de sangue as nossas águas e dai retirar o ganha-pão de muitas famílias, procuramo-los para os apreciarmos, e para gáudio de quem nos visita. É este o futuro, e é dai que podem advir os dividendos para a nossa economia. Não anseio por um regresso ao passado, por mais orgulho que nele tenha.
Por isso, foi com tristeza e receio que ouvi o Ministro do Ambiente (!), Nunes Correia, admitir que a morte em águas nacionais destes grandes cetáceos não está posta de parte. (Conferir Aqui)
22 Junho 2009
Girl Power

- Rub it ‘till it bleeds
- Yuri G
- Oh my lover
- Dry
- Down by the water
Voto obrigatório? O Bloco resolve!
O BE era visto, inicialmente, como aquele grupinho de malta porreira que nos fazia rir por mandar umas bocas giras, que emprenhavam os ouvidos e até davam para contar umas anedotas, e pela solidariedade com a malta das "brocas", em plena violação legal, no Chiado, perante o ar complacente da Lei e da Ordem. Uns patuscos, portanto!
Pelo meio, dois ou três dirigentes intelectuais, de falinhas mansas e conivências jornalísticas, foram aparecendo aqui e ali, principalmente na televisão, em programas onde os deixam expor a doutrina, sem qualquer interrupção ou pergunta mais incómoda que evidencie as contradições.
Sem nada a perder, e sem perspectivas de algum dia terem responsabilidades maiores do que a de nos fazerem sorrir, a rapaziada acha agora que deve ser levada a sério, não percebendo que a sua essência e a sua razão de êxito assentam no simples facto de ninguém os levar a sério.
Talvez seja esse o nosso erro, pensarmos que eles só existem para se queixar e não para governar.
Olhando para aqueles patuscos com olhinhos de carneiro mal morto, até parece que estamos perante aqueles cachorrinhos recém-nascidos, tão fofinhos que não se pode deixar de gostar deles!
Vai sendo tempo de começarmos a esgazear o jocoso sorriso, até porque o Pregador Laico, com um despautério directamente proporcional à respectiva convicção, o disse:
LC - Gostava de ser primeiro-ministro um dia?
- Eu disputo a eleição para a formação do Governo.
ARF - Para ser primeiro-ministro?
- Com certeza.
Perante a possibilidade de a memorável Albânia do camarada Enver Hoxha ficar à distância de uma cruzinha, resolve-se, desde logo, a questão do voto obrigatório, por legitimação popular ad aeternum.
Pessoalmente, por razões óbvias, começo a considerar, seriamente, a possibilidade de emigrar. Quase, por enquanto...
20 Junho 2009
Que liberdade, André Bradford?
Da Tolerância, 1994-2009
19 Junho 2009
Lobbying
Há uma contínua incompreensão das autoridades governativas regionais relativamente à relação com a União Europeia. Os exemplos surgem recorrentemente e hoje tivemos mais um.
Disse Vasco Cordeiro que a UE não está a dar a devida atenção aos Açores (estou a citar de memória), a propósito do regime de excepção - justamente - desejado pela nossa região na aplicação das taxas de CO2. Evidentemente, os Açores, pela sua natureza geográfica e subsequente dependência dos transportes aéreos, não devem estar afectados pelo sistema de taxas de CO2, uma vez que se vai reflectir, necessariamente, nos (já de si altos) preços das passagens aéreas e restantes serviços.
A acção dos Açores relativamente à UE deve ser a montante das tomadas de decisão. É necessário compreender a mecânica de funcionamento das instituições europeias, para chegar à conclusão que o lobby é essencial.
Há quase um ano, o governo dos Açores anunciou a contratação de uma empresa especializada em lobbying. Apesar de ser um passo na direcção certa, não parece ser a melhor opção, pois se poderia ser útil em momentos técnicos específicos, dificilmente teria o sucesso que só o sentimento de pertença pode conferir.
Velhos Temas, na Ordem do Dia
Já o projecto do TGV, também ele uma das bandeiras do Governo de José Sócrates, tem sofrido sucessivos adiamentos, e uma multiplicidade de estudos que, segundo noticia a mesma TV nacional, já rondam os 93 milhões de euros.
Felizmente que tais promessas eleitorais não foram ainda concretizadas, pese embora seja escandaloso o montante já dispendido com tantos e tão variados estudos, que, fazendo as contas, roçam os 200 milhões de euros.
No que toca ao TGV, e depois da derrota eleitoral nas Europeias, o PM e o seu Ministro das Obras Públicas, já amansaram o discurso e fizeram saber que tal decisão caberá, unicamente, ao próximo executivo. Ou seja, por ora, fica a aguardar pelos resultados das Legislativas. Oxalá fique pelo caminho, e não chegue a Madrid.
Segundo notícia o semanário Económico, parece também ser esta a opinião de, pelo menos, 30 reputados economistas, que se reuniram para assinar um manifesto contra este tipo de investimentos públicos.
Já o novo aeroporto, que, até ver, será em Alcochete, nada se sabe…..pelo menos eu!!
18 Junho 2009
Problema, ou Lógica?
As primeiras são marcadas pelo Governo, enquanto a definição da data das segundas cabe ao Presidente da República. No entanto, o calendário para a realização de ambos os sufrágios é, este ano, muito coincidente. A lei determina que as eleições Autárquicas se realizem entre os dias 22 de Setembro e 14 de Outubro, sendo que a sua data tem de ser definida (pelo Governo) com 80 dias de antecedência em relação ao dia limite para a sua realização. Já as eleições Legislativas devem realizar-se entre os dias 14 de Setembro e 14 de Outubro, podendo, no entanto, o PR, marcá-las com uma antecedência menor, ou seja, até 60 dias antes de 14 de Outubro.
Este ano é particularmente frutifico em actos eleitorais, o que pode, por si só, contribuir também para elevadas taxas de abstenção.
Em suma, atendendo à proximidade das datas possíveis, ao custo de cada acto eleitoral, ao desgaste que pode provocar nos eleitores, e ao facto de o país abrandar de cada vez que se verifica um acto eleitoral, eu sou apologista de que ambas as eleições tenham lugar no mesmo dia.
Eu não vejo que este facto seja um problema, mas antes uma solução lógica. A crise está instalada, por isso, mãos à obra.
N.B.- esta posição nada tem de partidária. Não é por essa bitola que me rejo.
Barroso x2

Bem coadjuvado pela restante Comissão e pelos seus assessores (com açorianos em lugar de destaque, em ambos os casos), José Manuel Durão Barroso vai ser agora reconduzido na Presidência do mais importante órgão da União Europeia, com o apoio massivo dos 27 Estados-membros.
17 Junho 2009
Paulo Mendes e a (não) Defesa do Voto Obrigatório
Um cronista que assina como Paulo Mendes defende o voto obrigatório no AO. Parece-me muito bem que o faça e parece-me muito bem que não ache “lunática” a ideia levantada pela “ave rara” César. *
No entanto, a forma como Mendes argumenta em favor da sua causa é que me parece pouco consistente. Cá estão, então, os seus argumentos:
- “outros países têm voto obrigatório”. Ora, se nalguns funciona, noutros nem por isso e todos (principalmente aqueles onde não é um desastre) têm realidades sociais muito diferentes da nossa.
- “Pervenche Bérez, Presidente da Comissão Económica e Monetária defendeu a necessidade de se abrir a discussão sobre o voto obrigatório”. Muito bem, eu também quero debater o assunto. E?
- No fim, Mendes afirma que é “ilusão pensar que o voto obrigatório pode tornar o indivíduo politicamente activo e participativo (…) mas pode contrariar os actuais níveis de abstenção”.
Ou seja, seguindo este argumento de Mendes, o importante seria mascarar os números da abstenção. No fundo, fazer de conta que está tudo bem, pois segundo esta tese, teríamos elevados níveis de participação, mas que, de todo, corresponderiam à realidade. Onde é que já vimos isso?
No entanto, verdade seja dita, o grosso do artigo baseia-se exactamente no reconhecimento que o voto obrigatório não serve de nada, apresentando o autor outras vias para melhorar os níveis de participação. Por isso, à primeira vista, não se compreende a clara e – aparentemente – propositada contradição. Deveremos ler a explicação nas entrelinhas? Talvez. Não sei.
*Entre aspas termos usados pelo próprio Mendes.
16 Junho 2009
15 Junho 2009
Sacudir a Água do Capote
Os cegos, surdos e mudos - quais estatuetas de macacos -, embora pagos a peso de ouro, não tiveram qualquer culpa, pois as suas funções parecem estar espartilhadas por uma qualquer força sobrenatural.
Victor Constâncio, preferiu hoje apontar outros culpados, e afirmou, na referida comissão de inquérito, que “existe cerca de uma dúzia de responsáveis e cúmplices no que aconteceu no Banco Português de Negócios. E espero que todos sejam exemplarmente punidos.” E acrescenta, "O prejuízo no BPN não chega aos mil milhões de euros." Se calhar nós, os contribuintes, ainda devemos estar gratos!!?!








